X
Blog - Contramestre Marketing Digital
AdBlocks e o fim da internet como conhecemos
16 de novembro de 2015

O título deste artigo parece um pouco polêmico e de fato é.
O uso dos adblocks está cada vez mais difundido no mundo, antes utilizados apenas por pessoas mais antenadas, agora já fazem parte da vida de muitos usuários.

Você muito provavelmente é uma dessas pessoas e já utiliza algum tipo de AdBlock. Mas e aí, já parou pra pensar que você pode estar impedindo donos de blogs e produtores de conteúdo de terem o seu ganha pão? A ideia aqui não é defender nenhum dos lados, mas entender a forma como a internet vem se transformando e como o consumo de informação e entretenimento tem mudado.

Para aprofundar mais neste assunto, precisamos voltar lá trás, na bolha da internet, nos primeiros sites da web.
Quando a internet surgiu e os portais começaram a aparecer, a única forma de se fazer mídia online que conhecíamos eram de fato os banners. Esta forma de anúncio foi copiada das mídias impressas e adaptadas para o ambiente digital, os banners em portais se pareciam com anúncios de jornais, revistas e até mesmo outdoors. Faixas e blocos de Imagens estáticas, sem muita interação. Com o passar do tempo os banners foram se transformando e tornando-se mais interativos e divertidos, mas como na internet tudo acontece muito rápido, a interação da própria experiência de consumo da rede evoluiu para patamares inimagináveis e a forma ‘improvisada’ dessa mídia começou a perder força. Foi declarado o fim dos banners. Artigos, matérias de revistas e portais do segmento defendiam que a internet precisava encontrar uma nova forma de transmitir publicidade aos seus usuários.

Enquanto este assunto era pauta de debate, surgiram as mídias programáticas e todos os recursos de segmentação, retargeting entre outras maneiras de atingir a pessoa certa no momento certo utilizando banners. Mais uma dose de oxigênio bem na veia deste formato literalmente quadrado. Mais um fôlego pra esses dinossauros da internet que fazem parte das nossas vidas desde que conhecemos a rede. Daí em diante novas mídias são ‘criadas’ paralelamente. Redes sociais como o Facebook, Instagram e Youtube transformam a maneira como as pessoas se comportam e consomem conteúdo, transformando também a forma como consomem publicidade.
As pessoas agora querem interagir com as marcas. Querem o endosso de seus ídolos, querem experiências cada vez mais reais de interação com produtos e serviços. As pessoas estão cada vez mais exigentes e não aceitam mais apenas janelinhas quadradinhas saltando aos seus olhos. Então surgem os AdBlocks, extensões de navegadores que bloqueiam e aniquilam toda e qualquer forma de publicidade que utilize banners. Este consumidor que está a cada dia com novos anseios, agora quer utilizar a rede sem interrupções. Mas as pessoas se esqueceram que este conteúdo foi produzido por alguém e está disponível pra elas de forma ‘gratuita’, onde a única forma de ‘pagamento’ seria estar exposto a uma propaganda. Produtores de conteúdo na internet vivem de publicidade. Mas e agora? Quem é que vai pagar essa conta?

Reinventar-se. Adaptar-se para não morrer. Este é o lema. As pessoas não são as culpadas por desejarem uma experiência mais positiva de consumirem informação e entretenimento, elas anseiam por isso.

… e cabe a nós: profissionais de marketing digital, produtores de conteúdo e canais de mídia online, descobrir uma forma de manter viva e pulsante a publicidade na internet, encontrando meios e formas de atrair o público e despertar interesses reais por produtos e marcas.

Native Ads, Publieditoriais até os sistemas de Paywall. Existem diversas formas de ‘driblar’ os AdBlocks levando informação e entretenimento com criatividade, fazendo o consumidor participar de experiências incríveis com marcas e produtos, desejando consumir também publicidade. Parece utópico, mas já existem diversos cases de ações, onde pessoas interagem com marcas por puro desejo e motivação própria.

A verdade é que estas alternativas realmente tem funcionado, até começaram a bloquear ou sabotarem estes formatos e sermos obrigados a repensar tudo de novo.