Conversa de marujo #2 – “Nunca tive dúvidas do quanto o investimento publicitário em digital cresceria e isso ficou martelando a minha cabeça.”

29 julho 2019 /

O seres humanos sempre buscaram conhecimentos das coisas que o cercam. Tem momentos que precisamos parar, pensar, planejar, entender e executar os nossos planos.

Vamos refletir um pouco mais? Com vocês, nosso diretor de mídia, Caio Monteiro.

1 – Como você descobriu a paixão por sua profissão?

Lembro com riqueza de detalhes de um dia que eu conversava com a minha esposa Patrícia e nossa amiga Mirella na praça da Matriz em Araguari e dizia a elas o quanto gostaria de poder fazer o que eu realmente gostava de fato. Na época, eu já era um publicitário formado, mas com praticamente zero experiência dentro do digital. Isso era 2010 e eu já tinha toda convicção do rumo que a comunicação tomaria.

Nunca tive dúvidas do quanto o investimento publicitário em digital cresceria e isso ficou martelando a minha cabeça.

Eu sempre fui uma criança extremamente tecnológica, nerd, entusiasta em programação, “ripador” de scripts de mIRC, etc. Pra mim, era como se eu estivesse nascido exatamente no tempo ideal. Apaixonado por comunicação e por tecnologia e vendo chegar com força um novo mercado que era exatamente a união dos dois, eu ia dormir pensando todo santo dia sobre como fazer meu “exit” da minha atual função e por onde começar a me capacitar de fato. Por sorte, sou araguarino. Tinha referências.

Comecei a pentelhar o Toni Ferreira para que ele pudesse me ajudar a começar. Pra quem não sabe, o Toninho é uma verdadeira celebridade da publicidade brasileira e ele tinha chegado a pouco tempo na Ogilvy para assumir o departamento de digital. A Ogilvy, para mim, sempre foi a maior e principal referência brasileira como agência, mesmo que eu ainda nem soubesse pronunciar seu nome direito.

Nessa época, eu garanto a todos vocês: O Toninho só sabia da minha existência. Nós não éramos amigos, não trocávamos ideia com frequência nem nada do tipo. Tudo que ele sabia era que eu existia e muito provavelmente, poderia até ter dificuldades em me reconhecer na rua, rs. Mas mesmo sem me conhecer direito, ele me recomendou cursos, me explicou como funcionava várias coisas do mercado e me recebeu em São Paulo. Como se não bastasse todo suporte técnico, ele me buscou no hotel, me levou para o apartamento dele e ainda pagou a pizza. Lembro perfeitamente dele me explicando no carro, no caminho pro seu apartamento, sobre o que era e como funcionava um AdServer. Nesse dia, eu decidi que definitivamente queria seguir no digital.
Estudei muito, deixei meu emprego e fui pedir emprego na única agência digital da região, na época era a Wik. Acontece que não existia nenhuma vaga em aberto, mas meu e-mail foi extremamente bem escrito e com um toque de exibicionismo a fim de demonstrar meus conhecimentos.
Por causa do conteúdo dele, o Planner da Wik quis me conhecer. Tomamos um café na Bicota e lá eu falei pra ele que já havia trabalhado em projetos do Gustavo Caetano em 2005, falei sobre a importância de um departamento de mídia e métricas, pois, era algo que não existia na Wik. Ele ficou empolgado em me levar pra lá.
Ali começou tudo dentro do digital.
Isso era 2010/2011.

2 – Como é o mercado e qual a demanda por profissionais da sua área?

Infelizmente o mercado é extremamente nivelado por baixo. Isso é triste. Para mantermos os pés no chão, é preciso entender que nossas referências são escassas e distantes. Ele (o mercado) vem amadurecendo, é claro. Mas ainda distante do cenário em que gostaríamos.
Por outro lado, precisamos entender que a principal solução de marketing digital (Google Ads), só nasceu nos anos 2000. Ou seja, é um mercado muito novo.
Na Contramestre, sempre optamos por trazer pessoas com mentalidade “jovem”, pessoas que estão dispostas a errar e consequentemente aprender. Por algumas vezes, abrimos exceções, mas todas sem absolutamente nenhum sucesso.
O onboarding em nosso trabalho depende muito mais da cultura e personalidade das pessoas do que de sua atual capacidade técnica.

3 – Quais dicas você poderia dar para estudantes que estão buscando crescimento?

Sentimos falta de pessoas que realmente queiram aprender. Pessoas que não tenham preguiça e que não pensem apenas em “cumprir horários” em troca de uma remuneração. É preciso que os novos profissionais e estudantes vejam a comunicação digital não como algo passageiro, mas sim, como uma profissão de fato. Muita gente entra na faculdade ou em agências digitais apenas pela “hype” ou pela modinha de se trabalhar com redes-sociais, mas a realidade é bem diferente disso. É preciso gostar de desafios e saber lidar com a pressão de clientes e do mercado. Costumamos dizer que esse é o principal fator para alguém continuar na Contramestre. Ninguém fica aqui pelo salário. As pessoas ficam porque gostam de causar o brilho nos olhos dos clientes e saberem que são diretamente responsáveis por isso.

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Até a próxima!

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